Adolescente descobre que mãe encomendou assassinato de mulher no Paraná e alerta vítima
11/07/2026
(Foto: Reprodução) Mulher é presa acusada de encomendar morte de servidora em Abatiá
Uma mulher de 41 anos foi presa em Abatiá, no Norte do Paraná, depois que o filho dela, de 16 anos, descobriu que a mãe planejava encomendar o assassinato de uma funcionária da Casa Lar do município. O jovem procurou a pessoa que seria o alvo e, juntos, realizaram a denúncia.
A prisão preventiva foi realizada nesta sexta-feira (10). O delegado Luís Guilherme Almeida Cerqueira, da Polícia Civil, explicou à RPC, afiliada da TV Globo, que o marido da suspeita está em liberdade e também é investigado por participação na tentativa de homicídio.
Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pela polícia para não identificar o adolescente e a mulher que foi ameaçada.
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Segundo Cerqueira, o crime foi planejado porque a suspeita e o marido perderam a guarda dos três filhos: o adolescente e outras duas crianças, que foram encaminhados à Casa Lar do município.
"As crianças estariam sofrendo maus-tratos, não estariam tendo alimentação adequada, não estariam tendo o ensino adequado e não estariam frequentando a escola. Teria ali a prática de abandono intelectual e maus-tratos", o delegado disse ao explicar o motivo para os pais perderem a guarda dos filhos.
A partir disso, a mulher passou a ter desavenças com as funcionárias do local e a culpá-las pela retirada das crianças.
Como filho descobriu
Conversa entre mulher e intermediar, de acordo com a Polícia Civil.
Reprodução
Mesmo em um local de acolhimento, o adolescente continuou visitando os pais. Em uma das visitas, ele que estava encomendando o assassinato de uma das funcionárias da Casa Lar.
Ao saber disso, o menino procurou o celular dela e encontrou a conversa entre a mãe e o intermediário - uma pessoa que iria passar as instruções ao assassino. Nela, a mulher dizia à pessoa que gostaria de "apagar uma infeliz do mapa". Leia na imagem acima.
Na troca de mensagens, a suspeita explica onde a funcionária deixa o carro e também negocia a data para o pagamento de R$ 3.000 pelo crime: "Vamos deixar para o dia sete, é o dia em que eu recebo", escreveu.
Em seguida, o filho procurou a mulher que seria vítima do homicídio e contou o que havia lido.
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Investigação encontrou intermediário
Quando o adolescente e a funcionária procuraram a Polícia Civil para fazer a denúncia, as mensagens haviam sido excluídas do celular da suspeita. Apesar da falta de provas, a investigação conseguiu identificar o intermediário que cedeu os prints da conversa.
"O intermediário foi muito colaborativo. [...] Segundo ele, ele estava tratando para ver até onde a investigada chegaria, se ela realmente pagaria. E, assim, segundo ele, ele levaria em seguida essa informação para a Polícia Civil", o delegado conttou.
A pessoa que estava conversando com a mulher não foi presa. A partir das informações dela, a polícia conseguiu apurar o crime e solicitar a prisão da mulher.
Cerqueira informou que o inquérito está na fase final. Em seguida, será encaminhado ao Ministério Público do Paraná.
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