Exame de sangue auxilia na investigação precoce do Alzheimer

  • 17/08/2026
(Foto: Reprodução)
O Alzheimer é frequentemente associado aos esquecimentos. Mas a história da doença começa muito antes deles. Enquanto a memória ainda parece preservada e a rotina segue aparentemente normal, alterações silenciosas já podem estar acontecendo no cérebro. Durante anos — e, em alguns casos, décadas — essas mudanças evoluem sem provocar sintomas evidentes, tornando o diagnóstico um dos maiores desafios da neurologia. É justamente nesse intervalo, antes que os sinais mais conhecidos apareçam, que a medicina tem concentrado seus principais avanços. A busca por métodos capazes de identificar alterações biológicas precocemente ganhou força nos últimos anos e começa a mudar a forma como o Alzheimer é investigado. Um dos maiores avanços nessa área é o uso de biomarcadores sanguíneos, capazes de identificar evidências biológicas associadas à doença por meio de uma simples coleta de sangue. Essa tecnologia inaugura uma nova fase na investigação do Alzheimer. O que é o Alzheimer e o que acontece no cérebro antes dos sintomas? O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa e a principal causa de demência no mundo, a doença responde por cerca de 70% dos casos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que aproximadamente 1,8 milhão de pessoas convivam com o Alzheimer, número que tende a crescer com o envelhecimento da população. Embora seja mais frequente após os 65 anos, cerca de 9% dos diagnósticos ocorrem de forma precoce, atingindo pessoas em idade produtiva. Associado ao acúmulo de proteínas, principalmente beta-amiloide e tau, que comprometem progressivamente o funcionamento dos neurônios. Essas alterações podem surgir muitos anos antes das primeiras dificuldades de memória, linguagem ou raciocínio. Segundo Maria Gabriela de Lucca, médica patologista clínica do Grupo DB, essa é uma das principais mudanças na compreensão da doença pela comunidade científica. "O que sabemos hoje é que o Alzheimer possui uma fase biológica que antecede em muitos anos os sintomas clínicos. Os biomarcadores permitem identificar essas alterações de forma mais objetiva, oferecendo ao médico informações importantes para complementar a investigação diagnóstica, sempre em conjunto com a avaliação clínica do paciente", explica. A especialista ressalta que esquecer compromissos ou perder objetos ocasionalmente não significa, necessariamente, Alzheimer. O diagnóstico depende da análise do histórico do paciente, do exame clínico e, quando indicado, de exames complementares. "A utilização de biomarcadores representa um avanço porque fornece evidências biológicas da doença, contribuindo para uma investigação mais precisa e para decisões clínicas mais bem fundamentadas." Compreender o Alzheimer cada vez mais cedo pode transformar a jornada de cuidado ao longo do envelhecimento. Divulgação. Exame de sangue amplia acesso à investigação do Alzheimer Esse avanço científico começa a chegar de forma mais ampla ao Brasil com o lançamento do Memora, linha de exames do DB Diagnósticos baseada em biomarcadores plasmáticos, realizada a partir de uma simples coleta de sangue. A tecnologia acompanha uma tendência internacional que busca substituir, em parte da investigação, métodos mais complexos e invasivos, como o PET cerebral e a análise do líquido cefalorraquidiano (LCR). Até então, esse tipo de exame também dependia, com frequência, do envio de amostras para laboratórios no exterior. O diferencial do Memora está justamente na nacionalização dessa tecnologia. Todo o processamento é realizado na unidade do DB Diagnósticos em Sorocaba (SP), tornando a empresa pioneira na oferta de exames com biomarcadores plasmáticos processados integralmente no Brasil. Com a estrutura logística do grupo, amostras coletadas em qualquer região do país podem ser encaminhadas para análise. Segundo Rodrigo Faitta Chitolina, supervisor de Produto do DB Diagnósticos, o lançamento traduz anos de evolução científica em uma ferramenta aplicável à rotina médica. "O Memora representa um novo momento na investigação do Alzheimer. Trabalhamos com biomarcadores plasmáticos validados cientificamente e kits diagnósticos registrados pela Anvisa, oferecendo mais suporte ao diagnóstico precoce, à tomada de decisão médica e ao acompanhamento da evolução da doença. É uma tecnologia que amplia o acesso à informação diagnóstica sem abrir mão do rigor científico." Embora não substitua a avaliação médica nem estabeleça sozinho o diagnóstico da doença, o exame representa mais um recurso para apoiar a investigação clínica. Em um cenário de crescimento acelerado dos casos de Alzheimer, especialistas apontam que ampliar o acesso a métodos menos invasivos e baseados em evidências pode contribuir para uma jornada de cuidado mais precoce, mais precisa e mais acessível aos pacientes brasileiros.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/db-diagnostico/noticia/2026/08/17/exame-de-sangue-auxilia-na-investigacao-precoce-do-alzheimer.ghtml


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