Ligga Telecom, criada após privatização da Copel, inicia processo de venda

  • 25/02/2026
(Foto: Reprodução)
Ligga Telecom confirma processo de venda da empresa A Ligga Telecom, empresa de internet criada a partir da privatização da Copel Telecom, iniciou o processo de venda da companhia. Em comunicado ao mercado, na última sexta-feira (20), a empresa informou que a negociação é de R$ 495 milhões. Na transação, a compradora, Brasil Tecpar, se dispôs a assumir uma dívida de R$ 1,2 bilhão, caso a negociação seja aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) - o que ainda não tem data para acontecer. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp O fato relevante ao mercado, comunicando a venda, informou a aquisição de alguns ativos, direitos e operações, sobre as atividades de prestação de serviços de internet banda larga por fibra óptica, para residências, empresas e órgãos públicos. Afirmou também a aquisição de dívidas referentes à emissão de "debêntures incentivadas" — títulos de dívida que permitem às empresas captar recursos no mercado para financiar projetos de infraestrutura. Com elas, os investidores contam com a isenção ou a redução de Imposto de Renda sobre os lucros obtidos. No Paraná, a Ligga Telecom tem cerca de 50 mil quilômetros de cabos na rede de fibra óptica e 340 mil clientes. Atende órgãos públicos, como escolas, prefeituras e secretarias. Ligga Telecom, ex-Copel, inicia processo de venda da empresa Reprodução/RPC Leia também: Ataque por vingança: Irmãos foragidos pela morte de grávida no PR se entregam à polícia VÍDEO: Homem se arrasta por chão de empresa para 'driblar' sistema de segurança e cometer furto, mas é filmado pelas câmeras Ponta Grossa: Família de turista que morreu ao cair de cachoeira nega que ele estivesse tirando foto e afirma que acidente aconteceu após escorregão Criação da Ligga A Ligga surgiu da privatização do setor de internet da Copel, arrematado por R$ 2,39 bilhões em um leilão realizado na bolsa de valores em novembro de 2020. O comprador foi o Bordeaux Fundo de Investimento, controlado pelo empresário Nelson Tanure, dono, até então, de 95% das ações da Ligga Telecom. O restante das ações pertence ao empresário e sócio minoritário Agnaldo Bastos Lopes, ex-dono de uma empresa de provedores de internet comprada pela Ligga em 2022. Lopes foi à Justiça, no começo de fevereiro, para tentar barrar o processo de venda. Ele responsabiliza Tanure e os gestores pela má administração da companhia e alega falta de transparência na negociação. Um pedido de liminar para suspender o processo de venda da Ligga foi feito antes do anúncio da negociação e ainda não foi analisado pela Justiça. De empresa superavitária a endividamento Venda da Copel Telecom é concluída após pagamento de R$ 2,5 bilhões, diz governo Rodrigo Felix Leal/AEN Quando foi vendida, em 2020, a antiga Copel Telecom tinha cerca de R$ 280 milhões em caixa, conforme balanços financeiros da época. Embora enfrentasse desafios de expansão, era considerada uma empresa saudável. A atual Ligga Telecom vem operando com elevação de receita e de operação, mas registrou lucro líquido negativo em 2025 e tem uma dívida bruta de cerca de R$ 1,2 bilhão. A dívida é fruto de empréstimos bancários e dos títulos de dívida emitidos no mercado e adquiridos por investidores, que também são credores da empresa. O que dizem os citados? Em nota, a Ligga Telecom informou que a operação foi comunicada oficialmente por meio dos fatos relevantes divulgados pelas companhias na última sexta-feira (20), e que trazem todas as informações públicas sobre a transação. A empresa afirma que segue operando normalmente, em linha com seu planejamento estratégico, com manutenção integral dos serviços, contratos e compromissos assumidos com clientes, colaboradores e parceiros. A nota ainda ressalta que “temas relacionados a acionistas ou eventuais discussões societárias devem ser tratados no âmbito societário.” A Brasil TecPar informou que a aquisição da Ligga é para uma ampliação estratégica no Sul do país, com foco na consolidação regional, ganho de escala e fortalecimento da qualidade de infraestrutura. Em nota, Nelson Tanure informou que não participa da transação, pois se trata de negócio entre empresas, e não entre acionistas. O sócio minoritário da empresa, Agnaldo Bastos Lopes, e seus advogados não irão comentar o andamento do processo. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias do estado em g1 Paraná.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/parana/economia/noticia/2026/02/25/ligga-telecom-processo-venda.ghtml


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