Operação mira grupo suspeito de aplicar golpes com créditos falsos de ICMS; prejuízo de uma única empresa passa de R$ 30 milhões

  • 26/05/2026
(Foto: Reprodução)
Operação mira grupo suspeito de aplicar golpes com créditos fictícios de ICMS A Polícia Civil de São Paulo realiza nesta terça-feira (26) uma operação contra um grupo especializado em aplicar golpes em empresas por meio da oferta de venda e posterior compensação de créditos fictícios de ICMS. As investigações apontam que o esquema causou prejuízo superior a R$ 30 milhões a uma única empresa, dona de uma rede de restaurantes famosa de SP. A polícia não descarta a existência de outras vítimas. Foi identificado um esquema estruturado de lavagem de dinheiro dividido em quatro etapas. Na primeira fase, chamada de “Engenharia Social”, a “protagonista” da fraude, com o aval de um “homem de confiança”, induzia empresas ao erro por meio da oferta dos créditos fictícios. Após a concretização da fraude, os valores eram direcionados para uma “empresa cofre”, responsável por centralizar os recursos desviados para a fase de ocultação. Polícia Civil cumpre mandados de prisão e busca e apreensão contra grupo acusado de prejuízo a empresas em São Paulo. Divulgação Na sequência, os valores eram pulverizados entre integrantes de uma “família lavadora”, utilizando técnicas conhecidas como “smurfing”, caracterizadas pelo fracionamento de recursos para dificultar o rastreamento da origem ilícita do dinheiro. O esquema também utilizava um mecanismo denominado “Fluxo Reverso”, apelidado de “Respiro da Baleia”, para simular pagamentos de obrigações e retardar a percepção do prejuízo pelas vítimas. Ainda segundo a investigação, o lucro obtido com o crime era escoado por meio de consultorias de fachada e empresas ligadas a um “sócio oculto”, consolidando o ciclo de lavagem de ativos. A Operação “Respiro da Baleia” apura crimes de falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, associação criminosa, estelionato e eventuais crimes financeiros e tributários. Ao todo, são cinco mandados de prisão temporária e 14 mandados de busca e apreensão na capital paulista e no estado do Paraná. As cidades com alvos da operação são São Paulo, Grande São Paulo, Campinas, Indaiatuva e Londrina(PR). A investigação é conduzida por policiais da 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC). Vítima procurou a polícia A empresa vítima é a rede de restaurantes, com 14 lojas em São Paulo. A própria empresa procurou a Polícia Civil para denunciar o esquema criminoso. Segundo os investigadores, a negociação dos créditos era feita com deságio de 15% a 20% — o que é permitido por lei. Para a empresa, tratava-se de um negócio aparentemente legal. O grupo criminoso se passava pelo grupo Votorantim. Eles utilizaram a influência de um ex-contador do restaurante para oferecer os créditos de ICMS. Entre os quatro presos está esse contador. O prejuízo do restaurante chega a cerca de R$ 30 milhões, sendo: R$ 20 milhões pagos aos golpistas e R$ 10 milhões referentes ao parcelamento da dívida com a Receita Estadual. De acordo com o delegado titular da 3ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas/DEIC, Fernando David, "a importância da investigação criminal em nível empresarial, notadamente em formato de Força-Tarefa, é descapitalizar organizações criminosas que muitas vezes passam despercebidas pela engenhosidade da fraude."

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/05/26/operacao-mira-grupo-suspeito-de-aplicar-golpes-com-creditos-ficticios-de-icms-prejuizo-de-um-unico-cliente-foi-de-mais-de-r-30-milhoes.ghtml


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