Paranaense é detido pelo ICE nos Estados Unidos: 'Estou aqui há 24 anos'

  • 25/02/2026
(Foto: Reprodução)
Paranaense é detido pelo ICE nos Estados Unidos Um paranaense foi detido pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) em Baltimore, cidade do estado de Maryland, na costa leste dos Estados Unidos. Conforme a imprensa internacional, a prisão foi no dia 19 de fevereiro e, até esta quarta-feira (25), ele continua detido. O g1 optou por não revelar a identidade do paranaense porque o nome dele não foi oficialmente divulgado pelo ICE, que tem restringido detalhes sobre a prisão de imigrantes. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Um vídeo publicado pelo jornalista norte-americano Wid Lyman, do Border Hawk News, e cedido ao g1, mostra o momento da abordagem e prisão. Nele, o homem confirma que é do Paraná e diz que vive há 24 anos nos EUA. Assista acima. Na gravação, o paranaense conversa com agentes, afirma que tem dinheiro no carro e que gostaria de comprar uma passagem para retornar ao Brasil. "Estou aqui há 24 anos [...] Onde está meu carro? Meu carro azul, tem dinheiro lá [...] Eu quero comprar um bilhete. Hoje ou amanhã", disse. Paranaense foi detido pelo ICE nos Estados Unidos Wid Lyman - Border Hawk News Um relatório publicado pela imprensa internacional diz que o paranaense "é um imigrante ilegal do Brasil" e que foi preso pela divisão de operações contra foragidos após uma investigação indicar que ele estaria em situação migratória irregular. Ainda conforme a imprensa americana, o homem aguarda detido os procedimentos do processo migratório. O g1 procurou o Escritório Regional de Baltimore do ICE, mas não obteve resposta até esta publicação ir ao ar. O órgão também não confirmou oficialmente a condição migratória, nem a situação atual do brasileiro. O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que a rede consular brasileira nos Estados Unidos presta assistência a brasileiros detidos pelo ICE e a familiares, dentro dos limites da legislação. Em nota, o Itamaraty afirmou que, no caso do brasileiro, o Consulado-Geral em Washington está à disposição para prestar atendimento e orientação cabíveis. ▶️ Agentes do ICE estão sendo empregados pelo governo de Donald Trump para procurar imigrantes em situação irregular e detê-los. Os alvos, em geral, são as chamadas “cidades-santuário”, que concentram grande número de estrangeiros. Segundo o governo, o ICE não precisa de mandados judiciais para prender imigrantes que vivem ilegalmente no país. O Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) afirma que os agentes estão autorizados a deter qualquer pessoa suspeita de estar em situação irregular. O órgão diz ainda que todos os estrangeiros que violarem a lei de imigração dos EUA estão sujeitos à prisão, mesmo sem antecedentes criminais. De acordo com o governo americano, os agentes do ICE também estão autorizados a usar máscaras para evitar serem reconhecidos por civis e terem dados pessoais expostos. O argumento é de que as famílias dos servidores poderiam ser colocadas em risco. Leia também: Ponta Grossa: Família de turista que morreu ao cair de cachoeira nega que ele estivesse tirando foto e afirma que acidente aconteceu após escorregão Ataque por vingança: Irmãos foragidos pela morte de grávida no PR se entregam à polícia Vídeo: Homem se arrasta por chão de empresa do PR para 'driblar' sistema de segurança e cometer furto, mas é filmado pelas câmeras Vida nos Estados Unidos O g1 apurou que, nos EUA, o paranaense trabalhou em uma empresa de construção de varandas envidraçadas. Procurada, a empresa informou que ele não está mais no quadro de funcionários e, antes da prisão, geria o próprio negócio. “Ele tem o próprio negócio e funcionários que trabalham para ele. Ele também é dono da própria casa. Ele é um bom homem." Morar nos EUA não garante legalização, dizem Juristas Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que é possível viver muitos anos nos Estados Unidos e, ainda assim, não conseguir regularizar a situação migratória. Segundo o advogado criminalista Humberto Duarte, o tempo de residência não garante legalização automática. Ele explica que há três caminhos principais para a regularização: vínculo familiar, vínculo de trabalho e razões humanitárias. Humberto explica ainda que, quando um brasileiro é preso pela polícia de imigração, ele normalmente é encaminhado a um centro de detenção migratória e passa a responder à Justiça de imigração e não à Justiça criminal comum. “Ele fica separado de presos do sistema penitenciário tradicional e permanece em centro de detenção administrado pela imigração, não em uma penitenciária comum”, explicou. O advogado também ressalta que a prisão não significa deportação automática. O preso pode ainda apresentar defesa e verificar se há alguma possibilidade de regularização. Como agir se tiver um familiar preso? A advogada e mestre em Direito das Migrações Transnacionais Isadora Rizzi orienta que a família de uma pessoa presa pelo ICE deve agir com rapidez. O primeiro passo é localizar a pessoa detida por meio do sistema online do ICE, utilizando o A-Number — número de registro migratório. Também é essencial não assinar nenhum documento, como pedido de partida voluntária ou renúncia de direitos, sem orientação jurídica. "A primeira coisa em absoluto é procurar advogado especializado em imigração nos Estados Unidos e é também comunicar o consulado brasileiro. O consulado não vai interferir na decisão do juiz, mas vai garantir que os direitos fundamentais do brasileiro sejam respeitados", explicou. Isadora ressalta que o direito imigratório americano é um dos mais complexos do país e tratado como tema de segurança nacional. Como funciona um processo de imigração nos EUA De acordo com informações oficiais do governo americano, o ICE é o órgão responsável por fiscalizar o cumprimento das leis de imigração nos Estados Unidos. Estar no país sem autorização ou permanecer após o vencimento do visto é considerado violação da lei migratória, conforme previsto na Immigration and Nationality Act (INA), legislação federal que regula a imigração no país. Quando uma pessoa é detida, pode receber uma “Notice to Appear” (Notificação para Comparecer) — documento que dá início formal ao processo na Corte de Imigração. A partir daí, o caso passa a ser analisado por um juiz de imigração. A pessoa pode responder ao processo em liberdade ou detida, dependendo da avaliação das autoridades. O processo pode resultar em deportação, autorização para permanência ou outras decisões previstas na legislação americana. Ainda segundo o Departamento de Justiça dos EUA, o estrangeiro em processo migratório tem direito a advogado. No entanto, o governo não fornece defensor público gratuitamente, a contratação e o pagamento da defesa são de responsabilidade do próprio imigrante. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2026/02/25/paranaense-ice-eua.ghtml


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