Veja lista de postos em Curitiba e Região alvos de operação por suspeita de adulteração de combustíveis

  • 29/08/2025
(Foto: Reprodução)
46 postos de Curitiba e região são investigados por lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis TV Sergipe/Reprodução A RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, teve acesso com exclusividade à lista dos 46 postos de combustível de Curitiba e da Região Metropolitana que foram alvos de uma operação que investiga a adulteração na qualidade dos combustíveis ou na quantidade indicada na bomba. CONFIRA A LISTA AQUI O g1 tenta contato com os estabelecimentos indicados na lista. Leia, abaixo, o que eles dizem. A operação foi deflagrada na manhã de quinta-feira (28) pela Polícia Federal (PF) e Receita Federal (RF) no Paraná, e tinha como alvo um grupo suspeito de lavagem de dinheiro, contrabando de produtos químicos e sonegação fiscal em uma rede de postos e distribuidoras de combustíveis. O grupo criminoso, segundo a PF, atuava desde 2019 e é suspeito de lavar pelo menos R$ 600 milhões, movimentando mais de R$ 23 bilhões por meio de uma rede de centenas de empresas, como postos, distribuidoras, holdings, empresas de cobrança e até instituições de pagamento autorizadas pelo Banco Central. LEIA TAMBÉM: Veja como participar: Leilão de veículos no Paraná tem lance inicial a partir de R$ 1,4 mil Investigação: Desvio de R$ 1 milhão em empresa é descoberto após funcionária ostentar compras nas redes sociais Trânsito: Motoboy que trabalhava em dois empregos morre após ser atingido por motorista bêbado Postos em Curitiba e Região alvos de operação por adulteração de combustíveis Artes/RPC O que dizem os estabelecimentos citados? Por meio de nota, o posto TIC Posto VI afirmou que "não tem nenhuma relação com os fatos denunciados e é uma empresa idônea e que age completamente dentro da legalidade". "Ocorre que o posto comprou o imóvel diretamente da rede Ipiranga, em maio de 2023. Anteriormente, o referido imóvel era ocupado por um outro posto, operado por outra empresa, sendo que o imóvel era da Ipiranga e estava alugado para esse operador", diz a nota. O Auto Posto Lua Crescente afirmou que é uma empresa familiar, que opera desde 2021, e que nunca teve problemas relacionados a adulteração de combustível ou ligação com facções criminosas. "Neste ano de 2025 passamos pelas fiscalizações tanto do Inmetro quanto da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível), não havendo qualquer tipo de irregularidade. Comercializamos combustíveis em conformidade com os padrões de qualidade e transparência exigidos por lei. Ressaltamos que todos os contratos e notas fiscais de compra de combustível estão disponíveis para comprovação de procedência. Somos uma empresa de bandeira Ipiranga e nosso combustível vem direto da Base de Araucária", afirma a nota. A Rede de Postos Salvaro, dona do Auto Posto Jardim Social, Auto Posto JLS e Auto Posto Orleans, afirmou que "não possui qualquer relação ou atuação conjunta com os investigados das operações deflagradas pela Polícia Federal". "Estes postos são postos integrantes da Rede Salvaro, grupo de empresas idôneas, atuante há muitos anos no mercado, e que apenas locam imóveis pertencentes a um dos investigados ou de empresa de sua propriedade. Ocorre que o investigado proprietário dos terrenos não realiza a atividade de venda de combustíveis nos referidos postos/endereços há muitos anos, sendo que, inclusive, anteriormente estes imóveis eram locados pela empresa Ipiranga Produtos de Petróleo S/A, que recentemente cedeu os direitos do contrato de locação para às empresas da Rede Salvaro", diz a nota. A Rede de Postos Taishan, dona do Dongguan Auto Posto, também afirmou que "não possui qualquer relação ou atuação conjunta com os investigados nas operações". "Esclarecemos que este posto integra a Rede Taishan, um grupo de empresas idôneas, e que apenas adquiriu a unidade mencionada em novembro de 2023. O investigado em questão é o antigo proprietário do referido posto e, à época do início das investigações, a unidade operava sob outra razão social, outro CNPJ e outra gestão. Após a aquisição, foram realizadas todas as trocas necessárias, incluindo CNPJ, nome empresarial e substituição de bombas de combustível, garantindo a qualidade e transparência exigidas pelos novos proprietários", diz a nota. O Auto Posto Gisa Portal de Campo Largo afirmou que a empresa foi aberta em 2024, num imóvel oferecido pela Rede Ipiranga, no qual anteriormente havia uma terceira empresa que gerava recorrentes suspeitas de ilegalidades. "O Auto Posto Gisa Portal de Campo Largo é uma empresa diferente e não tem nenhuma relação com as atividades ilícitas que podem ter ocorrido anteriormente no endereço. A intenção da Rede Ipiranga em trazer um novo proprietário foi justamente no sentido de evitar que prováveis irregularidades continuassem", diz a empresa. Como começaram as investigações De acordo com a PF, as investigações tiveram início em 2023, quando um homem condenado por tráfico internacional e a esposa passaram a ostentar bens de luxo em um condomínio de alto padrão em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O casal tinha mais de R$ 34 milhões sem origem lícita comprovada aplicados em imóveis, veículos, barcos e outros artigos de luxo. Durante as apurações, os agentes descobriram que eles se associaram a integrantes de uma empresa de produtos químicos e de uma distribuidora de petróleo com sede administrativa em Pinhais e sede operacional em Paulínia (SP). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PR no WhatsApp Com uma empresa de comércio de produtos químicos, compraram insumos como nafta e metanol, usados em misturas ilegais de combustíveis. Em 2019, criaram uma distribuidora de petróleo que entre 2020 e 2023 declarou faturamento de mais de R$ 7 bilhões. Segundo a PF, a companhia foi criada e funcionou com recursos ilícitos. A investigação apontou que essa distribuidora estava ligada a pessoas citadas em esquemas de fraude de combustíveis em São Paulo e no Rio de Janeiro, inclusive com conexões a facções criminosas. Operação mira 46 postos de Curitiba por lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis Esquema de lavagem de dinheiro A PF explicou que a lavagem de dinheiro seguia três etapas: colocação, dissimulação e integração. Colocação: o dinheiro ilegal entrava na economia formal por depósitos em espécie, muitas vezes fracionados em pequenas transações, além de transferências feitas por empresas de fachada registradas em nome de laranjas. Dissimulação: os valores circulavam entre diferentes empresas do grupo, com simulações de operações e fraudes fiscais. Integração: os recursos voltavam ao mercado como se fossem legais, registrados em contabilidade fraudulenta da distribuidora. Ao todo, foram identificados R$ 594 milhões em depósitos em espécie sem origem comprovada. Parte do dinheiro foi disfarçada como "adiantamento de clientes" ou movimentada por postos e lojas de conveniência. Os valores eram transportados em carros-fortes de empresas de pagamento também controladas pelo grupo. Além disso: R$ 148 milhões entraram diretamente nas contas da distribuidora; R$ 203 milhões foram depositados nas contas de postos e conveniências; R$ 163 milhões foram para uma instituição de pagamentos do próprio grupo, usada como "barreira" para ocultar a origem; R$ 80 milhões foram distribuídos em contas de 13 operadoras financeiras; R$ 482 milhões vieram de empresas de fachada ligadas a São Paulo. Mais de 120 empresas suspeitas ainda transferiram cerca de R$ 1,4 bilhão sem qualquer justificativa. No total, os investigadores estimam que mais de R$ 20 bilhões tenham circulado entre 2019 e 2025 em empresas sem declarações fiscais correspondentes. Outros crimes descobertos O grupo também fraudava importações de produtos químicos, principalmente nafta e metanol, vindos da Argentina, Venezuela, EUA e países do Oriente Médio. As cargas chegavam pelos portos de Paranaguá (PR), Santos (SP) e Aratu (BA). Além disso, há indícios de sonegação fiscal, adulteração de combustíveis e até fraude nos medidores de bombas de gasolina. A dívida tributária acumulada junto à Receita Federal pode ultrapassar R$ 1,6 bilhão, incluindo autuações por sonegação fiscal e por fraude em importações. Em nota, a Portos do Paraná, responsável pelo Porto de Paranaguá, informou que não foi alvo da operação da Polícia Federal. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2025/08/29/lista-de-postos-de-combustivel-curitiba-operacao-adulteracao-de-combustiveis.ghtml


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